| S |
| Sabugo - [1] <core> - Eixo da bobina de papel. Termos alternativos: canudo <tube>; tarugo; tubete. [2] <shaft> - Eixo dos rolos de molhagem e de tintagem de uma impressora ofsete. |
| Sabugo amassado <smashed core> - Tubete de bobina que perdeu a forma cilíndrica devido a choque. Termo alternativo: sabugo esmagado <crushed core>. |
| Sabugo esmagado <crushed core> - Tubete de bobina que perdeu a forma cilíndrica devido à compressão causada pelo grampo <clamp> da empilhadeira ou pelo peso de outras bobinas. Ver: Sabugo amassado <smashed core>. |
| Secador - [1] <dryer> - Seção da máquina de fabricar papel constituída de cilindros aquecidos que promovem a evaporação da água da folha. Termo alternativo: secaria. Ver também: Ambientador <conditioning rack>; Cilindro secador <drying cylinder>; Forno <dryer>. [2] <drying rack> - Cavalete ou engradado onde se colocam as folhas impressas para secar. |
| Secador ianque <yankee dryer> - Cilindro de secagem, de grande diâmetro, aquecido por vapor d'água, que produz um acabamento brilhante do lado do papel que o contata durante a fabricação. Termo alternativo: cilindro-monolustro <yankee cylinder>. |
| Secador monolúcido <monolucid dryer> - Grande cilindro polido da máquina de fabricar papel que lustra a superfície da folha. Termo alternativo: cilindro lustrador. Ver também: Papel monolúcido <monolucid paper>. |
| Seção de calandra <calender section> - Parte da máquina de papel onde se encontra instalada a calandra, responsável pelo alisamento da folha. Ver também: Calandra <calender>. |
| Seção de desbobinamento <reelroom> - Área separada de uma impressora rotativa, particularmente das impressoras de jornais, onde ficam os porta-bobinas. |
| Seção de desbobinamento e alimentação <unwind and infeed section> - Parte de uma impressora flexográfica alimentada por bobina onde o suporte é desenrolado e a tensão é controlada, a fim de evitar a formação de rugas, o rompimento da tira ou o seu afrouxamento. |
| Seção de formação <forming section> - Parte horizontal da máquina de fabricar papel sobre a qual é depositada a suspensão fibrosa, a fim de formar a folha. Termos alternativos: <wire end>; mesa de fabricação. Termo alternativo: <former>. Ver também: Mesa <forming section>. |
| Seção de impressão <printing section> - Parte de uma impressora flexográfica, localizada logo após o desbobinamento e a alimentação, que engloba todas as unidades de impressão. |
| Seção de secagem - [1] <after dryer section> - Seção da máquina de papel, localizada após a prensa de colagem <size press> e antes da calandra, responsável pela remoção da água adicionada à folha no processo de colagem superficial. Termo alternativo: <after section>. [2] <drying section> - {a} Seção da máquina de fabricar papel onde a água é removida, pela passagem da bobina sobre cilindros aquecidos. {b} Parte da máquina de papel, após a prensa úmida, cuja função é secar a folha pelo contato com cilindros aquecidos, elevando o conteúdo de sólidos do papel de 40-50% até cerca de 95%. {c} Parte de uma impressora flexográfica, localizada entre duas unidades de impressão ou após a seção de impressão, cuja função é secar a tinta. |
| Seção úmida <wet end> - {a} Parte da máquina de papel que inclui a caixa de entrada e a seção de formação da folha. {b} Seção de formação da máquina de fabricar papel, localizada entre a caixa de entrada e a seção de secagem. |
| Secaria <dry end> - Seção da máquina de fabricar papel constituída de cilindros aquecidos que promovem a evaporação da água da folha. Ver também: Secador <dryer>. |
| Segunda prensa <second press> - Prensa plana ou reversa da máquina de papel, em alguns casos invertida quando o feltro fica do lado do rolo superior (rolo de sucção), cujos rolos são normalmente um revestido de borracha e outro de material mais duro, como granito, bronze centrifugado, ebonite ou micro-rok. Ver também: Seção de prensa <press section>. |
| Sentido de fibra do papel <paper grain direction> - Alinhamento predominante das fibras do papel, paralelo à direção de fabricação. Termos alternativos: direção de fibra do papel; sentido de fabricação; sentido de fabricação do papel. Ver também: Grão <grain>. v Durante a fabricação, as fibras de celulose tendem a orientar-se na direção paralela ao movimento da tela da máquina de papel. Em contato com a umidade (do ar, da solução de molhagem ofsete, dos adesivos usados na encadernação etc.) o papel sofre maior deformação no sentido perpendicular às fibras e, por isso, as folhas devem ser alimentadas na impressora com as fibras paralelas aos eixos dos cilindros. As operações de corte e dobra de uma folha são favorecidas quando executadas na direção paralela às fibras do papel; os produtos encadernados com adesivo sofrem menor deformação e têm maior resistência quando o sentido de fibra do papel é paralelo à lombada dos cadernos. |
| Série A <A series> - Série padronizada de formatos de papel no sistema métrico, baseada em frações do metro quadrado, que serve de parâmetro para determinar a gramatura do papel; a relação entre o comprimento e a largura da folha é constante, sendo que a área varia entre dois formatos sucessivos segundo um fator 2 ou 1/2, por exemplo: A0 (841 x 1189 mm), A1 (594 x 841 mm), A2 (420 x 594 mm) e assim por diante até o formato A8 (52 x 74 mm). Ver também: Série B <B series>. |
| Série B <B series> - Série padronizada de formatos de papel no sistema métrico, baseada em frações do metro quadrado, consistindo de formatos intermediários da série A, respeitando a mesma relação entre o comprimento e a largura da folha nos diferentes formatos, por exemplo: B0 (1000 x 1414 mm), B1 (707 x 1000 mm), B2 (500 x 707 mm, e assim por diante até o formato B10 (31 x 44 mm). Ver também: Série A <A series>. |
| Serigrafia - [1] <screen-process> - Processo industrial de impressão serigráfica. [2] <serigraph> - Impresso feito pelo processo serigráfico. [3] <serigraphy> - Reprodução fina de uma arte original impressa pelo processo serigráfico. [4] <silkscreen process> - Processo de impressão que utiliza uma matriz constituída de uma moldura e uma tela de tecido, de plástico ou de metal, permeável à tinta nas áreas de grafismo e impermeabilizada nas áreas de contragrafismo, sobre a qual a tinta é espalhada e forçada por uma lâmina de borracha através das malhas abertas, para atingir o suporte; é um processo versátil que permite imprimir sobre diferentes tipos de materiais e em superfícies irregulares ou curvas. Termos alternativos: <mitography>; <screen printing>. v O processo serigráfico permite imprimir virtualmente sobre qualquer tipo de suporte (papel, cartão, metal, couro, vidro, tecido), plano ou curvo, empregando máquinas de tela plana ou rotativa. É muito utilizado na impressão de placas de circuito impresso, painéis de equipamentos, identificação de frota de veículos, brindes, camisetas, roupa de cama e mesa, etiquetas auto-adesivas etc. |
| Sisal <sisal hemp> - {a} Planta cujas folhas fornecem fibras de celulose empregadas na fabri-cação do papel. {b} Vegetal nativo do Nordeste do Brasil cujas fibras são usadas na indústria têxtil, sendo as fibras de qualidade inferior, denominadas buchas do campo, empregadas em escala industrial para a fabricação de celulose soda de alta resistência. |
| Sobra de bobina <core waste> - Papel que resta no tubete da bobina e é descartado, rebobinado ou cortado em folhas. Ver também: Refugo <waste paper>. |
| Solidez à luz - [1] <color fastness> - Propriedade do papel de resistir à ação da luz, do calor ou às condições normais de estocagem, sem mudar de cor. Ver também: Permanência <permanence>. [2] <lightfastness> - {a} Habilidade do pigmento de uma tinta ou de um suporte de resistir à deterioração (envelhecimento, descoramento, amarelamento) causada pela luz do sol ou artificial. {b} Propriedade de um papel que define a extensão na qual a sua cor original será mantida quando exposto à luz. Termos alternativos: resistência à luz; solidez <color-fastness>. v [2b] Diversos constituintes do papel contribuem para o seu envelhecimento, particularmente a presença de lignina que causa o amarelamento do papel; os processos químicos de branqueamento têm a finalidade de remover a lignina da polpa da madeira, porém, a pasta mecânica contém uma grande quantidade de lignina; a solidez à luz do papel é avaliada com equipamentos chamados medidores de envelhecimento <fade-ometer>. |
| Substitutos da polpa <pulp substitutes> - Produtos celulósicos que apresentam grau intermediário entre a polpa e o papel reciclado, que não requerem tratamento para remoção da tinta. |
| Sulfato de alumínio <aluminum sulfate> - Sal obtido da dissolução da bauxita (óxido de alumínio hidratado) com ácido sulfúrico, usado para precipitar a cola de breu sobre as fibras que compõem o papel. Geralmente é adicionado no final da preparação da massa. |
| Supercalandra <supercalender> - {a} Calandra separada da máquina de fabricar papel ou da máquina de revestimento, constituída de rolos de aço alternados com rolos revestidos de papel ou de tecido, aquecidos a vapor, cuja função é produzir acetinagem e brilho elevado no papel. {b} Máquina de acabamento que alisa e dá brilho às duas faces do papel ou cartão, dotada de uma série de rolos superpostos, sobre os quais se aplica pressão, uma desenroladeira e uma enroladeira; o número de rolos varia de 8 a 14, conforme o tipo de papel e o acabamento que se deseja. São intercalados rolos duros de ferro fundido coquilhado e rolos macios de papel ou algodão com amianto impregnados. Geralmente os rolos de ferro são ocos, permitindo a aplicação de vapor. Ver também: Calandra <calender>. |
| Supercalandrado <supercalendered> - Diz-se de um papel alisado em supercalandra. Abreviatura: (SC). |
| Supercalandrado em máquina - [1] <machine glazed> - Acabamento feito pela calandra da máquina de papel, com auxílio de pressão e calor, produzindo brilho elevado numa das faces do papel, deixando a outra rugosa. [2] <machine glazed litho> - Tipo de papel fabricado com pasta química e/ou fibras recicladas, com acabamento altamente polido num dos lados, produzido na própria máquina de papel. Termos alternativos: <machine-glazed poster>; <MG litho>. |
| Supercalandragem <supercalendering> - {a} Método de obtenção de uma superfície de alto brilho num papel, fazendo-o passar sob pressão por uma série de rolos metálicos aquecidos intercalados com rolos macios. {b} Acabamento acetinado que se dá ao papel fazendo-o passar por uma supercalandra, onde adquire brilho nas duas faces e maior transparência. Para uma boa operação de calandragem, o teor de umidade do papel deve estar correto e o teor de cinzas deve ser bem elevado, geralmente da ordem de 20% a 30%. Termos alternativos: acetinagem; calandragem; <supercalender finish>; <super finish>. |
| Suporte de bobinas <roll stand> - Mecanismo que sustenta a bobina de papel enquanto desenrola e é alimentada numa impressora rotativa. Termo alternativo: porta-bobinas. |