| P |
| Palete <pallet> - {a} Plataforma de carga, feita de madeira, de plástico ou de metal, na qual se empilha o papel para transporte com empilhadeira de garfo e para estocagem. Termo alternativo: <skid>. {b} Ferramenta usada para decorar a lombada de livros encadernados. {c} Estampa indicando o nome do encadernador na capa interna de um livro. |
| Paletização - [1] <palletization> - Sistema de acondicionamento de papéis e de produtos impressos, para fins de transporte. [2] <palletizing> - Processo de acondicionamento de papéis em estrados, para fins de transporte. |
| Palito - [1] <chop> - Feixe de fibras de celulose que não se desintegrou durante o processo de cozimento da madeira, posteriormente separado nos depuradores rotativos. [2] <shive> - Feixe de fibras de celulose não desfibradas durante o processo de dispersão, ou não digeridas durante o cozimento. Termos alternativos: <fiber bundle>; fragmento; <knit>; <knot>; lasca <chip>. |
| Papel <paper> - {a} Material constituído de uma pasta de fibras de celulose, cargas minerais e outros produtos, cujas propriedades são adaptadas para atender os requisitos do processo de impressão, do produto e das condições de uso do produto impresso. {b} Folha fina, formada sobre uma tela a partir de uma suspensão aquosa de fibras de celulose. {c} Pasta refinada de fibras vegetais, resinas e cargas, em forma de folhas ou de bobinas, utilizada para imprimir, escrever, embalar, desenhar etc., classificada de acordo com o processo de fabricação, a natureza das fibras, o acabamento superficial e a destinação. v O papel é uma evolução do papiro feito de junco (300 a.C. no Egito); a invenção do papel é atribuída aos chineses (ano 105); sua introdução na Europa aconteceu a partir do século XII (Espanha) e século XV (Inglaterra) e só depois veio para as Américas (final do século XVII). No Brasil, o papel começou a ser fabricado em 1809, a partir da embira; em 1841 instalou-se uma fábrica de papel-jornal a partir de troncos de bananeira; em 1890 foi instalada a primeira máquina tipo Fourdrinier. O setor experimentou um importante período de desenvolvimento entre 1920 e 1930, mas só a partir de 1970 o volume de produção cresceu a ponto de classificar o Brasil como o 11° produtor mundial de papel e de papel-cartão; na década de 90 o país alcançou a 8ª posição. v O papel de imprimir pode ser revestido com uma tinta à base de látex e pigmentos, conferindo-lhe propriedades táteis, visuais e printabilidade superiores às do papel-base; quando revestido, recebe o nome de cuchê <coated>; para atender aos requisitos dos processos de impressão e de acabamento, e aos requisitos do produto, o papel deve reunir uma série de propriedades, incluindo: opacidade, brancura, porosidade, absorção, brilho, rigidez, maciez, lisura, corpo, resistência (à dobra, à tração, à luz, ao rasgo etc.) e outras; cada uma dessas variáveis depende da composição fibrosa e não-fibrosa, e do método de acabamento aplicado durante ou após a fabricação. |
| Papel acetinado <satiny paper> - Papel de imprimir alisado, fabricado com pasta química branqueada (acetinado de 1ª), podendo receber a inclusão de pasta mecânica branqueada e aparas (acetinado de 2ª), colado internamente, contendo cerca de 10% de carga mineral, apresentando um certo grau de brilho em ambas as faces, obtido por processamento em supercalandra fora de máquina, com ou sem linhas d'água, indicado para impressão tipográfica; quando destinado à impressão ofsete, deve receber colagem superficial. Produzido nas gramaturas de 50 g/m2 a 150 g/m2. Termos alternativos: <enamel paper>; papel calandrado <calendered paper>. Ver também: Papel apergaminhado <parchment paper>. |
| Papel alcalino <alkaline paper> - Papel fabricado em meio alcalino (pH superior a 7), com resinas sintéticas (ASA, AKD) e carbonato de cálcio, apresentando elevada permanência, opacidade e brancura, embora apresente a inconveniência de reagir com a solução de molhagem ofsete em meio ácido. Ver também: Papel ácido <acid paper>. v Os papéis alcalinos exigem o uso de solução de molhagem com acidez ligeiramente mais elevada (pH entre 5 e 6) do que os papéis ácidos, visto que o carbonato de cálcio reage com soluções ácidas dando origem a produtos que causam estrias nos rolos e acúmulo nas blanquetas ofsete; a solução de molhagem não deve conter goma como agente dessensibilizante, porém deve conter carbonato ou silicato de sódio para aumentar o pH da solução, assim como um agente seqüestrante para evitar a precipitação dos compostos de cálcio e de magnésio. |
| Papelão - [1] <binder's board> - {a} Material rígido usado para confeccionar as pastas da capa dura de livros, sobre as quais o tecido, o papel ou outro material de revestimento é colado. {b} Cartão de alta gramatura cuja espessura é medida em pontos, utilizado para formar a estrutura da capa dura de um livro. [2] <board> - Cada um dos retângulos que formam a estrutura da capa dura de um livro encadernado. [3] <chipboad> - Papel grosso, com espessura igual ou superior a 0,15 mm, fabricado em máquinas de mesa plana ou cilíndrica, sólido ou laminado, utilizado para confeccionar caixas. Ver também: Papelão laminado <filled board>; Papelão sólido <solid board>. [4] <millboard> - {a} Papel grosso e rígido empregado em processos de encadernação. {b} Tipo de papel-cartão pesado fabricado com fibra reciclada e pasta mecânica, calandrado, rígido, plano e resistente ao encanoamento, usado na confecção da capa dura de livros, caixas etc. [5] <paperboard> - Material constituído de camadas de folhas de papel laminadas, com espessura igual ou superior a 0,15 mm, ou fabricado com pasta mecânica ou aparas em várias camadas da mesma massa, rígido, produzido nas gramaturas de 500 g/m2 a 1400 g/m2, utilizado na encadernação de livros, na confecção de caixas e de suportes de cartazes. Termos alternativos: <board paper>; <mill board>. |
| Papelão ondulado <corrugated paper> - Papel grosso, constituído de diversas folhas alternadas de papel plano e papel corrugado, utilizado para embalagem. Termos alternativos: cartão corrugado <corrugated board>; cartão ondulado; <corrugated cardboard>; <corrugated carton>; <corrugated linerboard>; <corrugated pasteboard>. v O papel corrugado é fixado às pranchas <liner board> de quatro modos: corrugado simples <single-faced corrugated>, com apenas um lado do papel corrugado revestido com uma folha plana; corrugado de dupla parede <double-wall corrugated>, constituído de duas camadas de corrugado intercaladas entre três folhas planas; corrugado de parede tripla <triple-wall corrugated>, constituído de três camadas de corrugado intercaladas entre quatro folhas planas; corrugado de parede simples <single-wall corrugated>, constituído de uma camada de corrugado faceado com folhas planas de ambos os lados. O papelão corrugado deve ter elevada resistência ao estouro <bursting strength> medida pelo teste de Mullen, geralmente em torno de 200 libras por polegada quadrada. As caixas de papelão corrugado são, geralmente, impressas em flexografia, incluindo operações de acabamento em-linha como: dobra, vincagem, corte-e-vinco e colagem. O papelão ondulado é utilizado para fabricação de caixas para transporte de alimentos, cerâmica, vidro etc. |
| Papel apergaminhado <parchment paper> - Papel de escrever, opaco, alisado por igual em ambas as faces na própria máquina fabricadora, fabricado com pasta química branqueada, com ou sem aparas, com conteúdo de carga mineral em torno de 16%, colado internamente e sem colagem superficial, produzido nas gramaturas de 50 g/m2 a 90 g/m2, utilizado para imprimir cadernos, envelopes e almaços. Termos alternativos: papel bonde <bond paper>; papel sulfite. Ver também: Papel acetinado <satiny paper>; Pergaminho vegetal <vegetable parchment>. |
| Papel autocopiativo <carbonless paper> - {a} Papel revestido numa das faces com cera contendo um corante que transfere por impacto, usado para cópias datilografadas. {b} Papel revestido num dos lados com um produto químico receptor, usado para reprodução por transferência química. {c} Papel revestido num dos lados com dois produtos químicos, um doador e um receptor, sendo que as cápsulas do doador rompem-se por impacto e reagem com o receptor, produzindo uma imagem, utilizado para cópias. {d} Papel especial para reprodução de cópias duplicadas manuscritas, datilografadas ou impressas por impacto, sem o uso de papel-carbono. O papel NCR é revestido na frente e no verso com dois produtos químicos microencapsulados; quando pressão é aplicada contra duas folhas em contato, os químicos encapsulados se rompem e misturam-se, produzindo uma imagem visualmente semelhante àquela formada pelo papel-carbono. Termos alternativos: <carbonless copy paper>; papel sem carbono <sincarbon paper>; <no-carbon-required>; <self-duplicating paper>. v A primeira via do papel autocopiativo, denominada CB <coating back>, é revestida no verso com microcápsulas contendo corantes; a via intermedi-ária, denominada CBF <coating front and back>, é revestida nas duas faces, com revelador na frente e com microcápsulas no verso, registrando os caracteres na frente e transmitindo-os para a próxima folha; dependendo do número de vias do formulário, pode existir duas ou mais folhas CBF; a última via, denominada CF <coating front>, é revestida na frente com um produto químico revelador do corante; portanto, o revestimento CB deve estar voltado para baixo e o CF para cima, os dois em contato. Ao receber impacto, numa máquina de escrever ou numa impressora matricial, as microcápsulas se rompem e reagem com o revelador, originando a imagem. Existem papéis autocopiativos, denominados <self contained>, cujos revestimentos CB e CF são aplicados na mesma face; quando utilizados como primeira via, devem possuir o revestimento CB no verso. A intensidade de cópia dos papéis autocopiativos depende da pressão, portanto, as primeiras vias têm melhor qualidade; por isso, existe limitação no número total de cópias. Visto serem reativos, esses papéis não admitem rasuras e devem ser armazenados em temperatura abaixo de 38°C e umidade relativa entre 45 e 65%, assim como não devem sofrer impacto ou exposição à luz solar ou fluorescente, ou à ação de produtos químicos. |
| Papel-base - [1] <application tape> - Papel utilizado para suportar materiais auto-adesivos. Termo alternativo: <application paper>. [2] <base stock> - Diz-se de qualquer suporte destinado a processo de laminação, estampagem etc. [3] <body stock> - Suporte especialmente produzido para receber o revestimento cuchê, fabricado com pasta química branqueada e inclusão de aparas limpas ou pasta de fibra longa, com colagem interna e superficial, 15% de cinzas e acabamento alisado em máquina, produzido nas gramaturas de 60 g/m2 a 160 g/m2. Termos alternativos: <base paper>; <body paper>; <coating raw stock>; <raw stock>. Ver também: Base <body stock>; Revestimento do papel <paper coating>. [4] <release paper> - Papel tratado para permitir a fácil remoção de etiquetas auto-adesivas. |
| Papel-bíblia <Bible paper> - Papel muito fino, de baixa gramatura, branco, opaco e resistente, permanente e durável, fabricado com pasta química branqueada e cerca de 20% de cinzas, com boa colagem interna e superficial, com ou sem linhas d'água, produzido nas gramaturas de 35 g/m2 a 50 g/m2, utilizado para imprimir bíblias, missais, dicionários, enciclopédias e obras volumosas em geral. Termos alternativos: <Cambridge Bible>; <Cambridge Bible paper>; <Cambridge India paper>; <India Bible>; <India Oxford Bible>; <Oxford Bible paper>; <Oxford India paper>; papel da Índia <India paper>; <prayer-book paper>. |
| Papel bonde - [1] <bond circular paper> - Papel de imprimir ou de escrever, fabricado com pasta química branqueada, apresentando acabamento aveludado, brancura elevada, boa resistência à dobra e rápida secagem das tintas, utilizado na impressão de material de propaganda. [2] <bond paper> - {a} Papel de imprimir ou de escrever, originalmente designado para impressão de títulos e documentos legais, fabricado com fibras de algodão ou pasta química branqueada, durável e resistente, apergaminhado, com acabamento colado, liso e uniforme, apresentando boa apagabilidade, boa printabilidade, brancura elevada, ausência de pó ou de impurezas, acabamento uniforme e boa formação, cortado em formatos padronizados, utilizado na impressão de formulários comerciais, malas-diretas, correspondências sociais e em processos de copiagem. {b} Variedade superior de papel branco usado em papelaria. [3] <flat bond> - Tipo de papel produzido apenas com fibra de madeira, sem nenhum conteúdo de algodão. [4] <parchment bond> - Tipo de papel de escrever, semelhante ao pergaminho, fabricado com fibras de algodão e pasta química branqueada, com elevada qualidade, durável, rígido e acabado com superfície aveludada, usado na encadernação como substituto da pele animal. Termo alternativo: <poster parchment>. [5] <register bond> - Tipo de papel de escrever de baixa gramatura, fabricado com pasta química, apresentando boa printabilidade, resistência à tração, à perfuração e à dobra, utilizado na impressão de formulários contínuos multivias. Termos alternativos: papel autográfico <autographic register paper>; <register paper>. Ver também: Papel autotípico <autotype paper>. |
| Papel bufã <bouffant paper> - Papel leve, poroso e encorpado, não-acetinado (apenas um leve alisamento em máquina), fabricado com pasta química branqueada (bufã de 1ª), podendo incluir apara mecânica ou manta de jornal (bufã de 2ª), cerca de 20% de carga mineral, sem colagem interna ou superficial e, por isso, muito absorvente, produzido nas gramaturas de 60 g/m2 a 120 g/m2, utilizado na mimeografia e na impressão tipográfica de livros e talonários. Termos alternativos: papel bufon; papel-pluma <featherweight paper>. |
| Papel cortado - [1] <boxed writings> - Termo empregado para designar os papéis cortados nos formatos 81 x 11 (21,6 x 27,9 cm), 81 x 13 (21,6 x 33 cm) e 81 x 14 (21,6 x 35,6 cm), embalados em pacotes de 500 folhas, para uso em escritórios. Termo alternativo: <boxed papers>. [2] <cut-sheet paper> - Diz-se de qualquer tipo de papel cortado em folhas individuais para uso em impressoras a laser de alta velocidade. [3] <cut-size paper> - {a} Papel refilado em formatos padronizados {8 x 10 (20,3 x 25,4 cm), 81 x 11 (21,6 x 27,9 cm) e 81 x 14 (21,6 x 35,6 cm)} e comercializado em pacotes de 500 folhas. {b} Papel folhado em formatos padronizados (66 x 96, A4 etc.), utilizado para imprimir ou duplicar. Ver também: Formato de papel <paper size>. |
| Papel cuchê <coated paper> - Papel convertido a partir de papel-base, revestido de um ou de ambos os lados com cargas minerais aglutinadas com ligantes, na máquina de revestir ou na própria máquina que faz o papel-base, podendo receber acabamento brilhante em supercalandra, texturizado (gofrado) ou mate. Por apresentar ótimas características de nivelamento superficial, é empregado na reprodução de trabalhos de elevada qualidade (rótulos, revistas, impressos comerciais, encartes etc.) por processos de impressão ofsete plana ou rotativa. Produzido nas gramaturas de 70 g/m2 a 270 g/m2. Termos alternativos: <art paper>; <coated stock>; papel couché; papel estucado <clay-coated>; papel gessado <gypsum paper>; papel revestido. Ver também: Papel não-revestido <uncoated paper>. |
| Papel de baixa gramatura <lightweight paper> - Tipo de papel de impressão fino e opaco, produzido nas gramaturas de 25 g/m2 a 59 g/m2, utilizado para imprimir bíblias, dicionários, enciclopédias e outras obras que requerem baixo corpo. Termo alternativo: <featherweight paper>. |
| Papel de baixo corpo <low-bulk paper> - Papel fino e com superfície alisada, cuja espessura é menor do que outro de mesma gramatura, usado na impressão de obras volumosas, como dicionários, enciclopédias etc. Ver também: Papel encorpado <high-bulk paper>. |
| Papel de segurança - [1] <internal revenue stamp paper> - Tipo de papel especialmente fabricado para impressão de selos da receita do governo dos EUA. [2] <planchette paper> - Tipo de papel fino, vermelho ou azul, a partir do qual se perfura pequenos discos que são utilizados na produção de papel-moeda, para evitar falsificações. [3] <safety paper> - {a} Papel fabricado com pasta química ou mecânica, tratado com produtos químicos especiais que facilitam a identificação de falsificações ou de qualquer adulteração em cheques e em outros documentos legais, tais como: cupons, letras, tíquetes, selos, passes etc. Termos alternativos: <cheque paper>; <safety bristol>; <safety check paper>; <safety coupon paper>. {b} Suporte de impressão fabricado com 100% de fibras de algodão, resistente, isento de fluorescência, contendo elementos de segurança fluorescentes (UV) incluídos durante a fabricação, com filigrana, fios de segurança, proteção química, apresentando elevada permanência (não amarela e não envelhece). Termos alternativos: <anti-falsification paper>; papel fiduciário; <postal money-order paper>; <security paper>. [4] <safety-paper base stock> - Tipo de papel bonde ou de escrever, resistente ao rasgo, caracterizado por apresentar lisura e formação uniformes, tratado com produtos químicos reagentes, utilizado na impressão de impressos de segurança. [5] <safety-ticket paper> - Tipo de papel ou de cartão cuja superfície apresenta marcas especiais ou foi tratada com produtos químicos reagentes que dificultam as fraudes, utilizado na impressão de tíquetes e passes. v Os principais recursos de segurança incluem: ausência de fluorescência (não se utilizam branqueadores ópticos na composição), microcápsulas fluorescentes <hi-lites> coloridas visíveis sob a ação de luz UV, fios de segurança (coloridos, metalizados, holográficos, magnetizados, microimpressos), filigranas <stamp pad/instant verification> que reagem com tinta de carimbo ou de caneta e mudam de cor, fibras e confetes de segurança (visíveis a olho nu ou sob luz UV), proteção química (produtos adicionados à massa do papel que sofrem reação com diversas substâncias), fios de costura (mono, bi ou tricromáticos, visíveis a olho nu, que mudam de cor sob luz UV), banda holográfica (elemento óptico variável bi ou tridimensional), pigmentos iridescentes <couchage> que não podem ser reproduzidos por escaneamento, em copiadoras ou impressoras coloridas, imagens latentes, além dos recursos tradicionais como marcas d'água. |
| Papel dúplex - [1] <duplex decal paper> - Tipo de papel utilizado para decalque. [2] <duplex enamel book> - Papel revestido dos dois lados com diferentes cores ou diferentes acabamentos (brilho), usado na impressão de malas-diretas dobradas de modo a exibir os dois lados ao mesmo tempo. [3] <duplex offset blotting paper> - Tipo de papel ofsete laminado sobre outro papel de cor diferente. Termo alternativo: <two-layer paper>. [2] <duplex paper> - Papel que apresenta diferentes cores, acabamentos ou superfícies em cada um dos lados da folha. Termo alternativo: <double paper>. [3] <split-colored paper> - Tipo de papel que apresenta um lado colorido e o outro não. |
| Papel florpost <florpost paper> - Papel fino, fabricado com celulose química branqueada, com boa colagem interna e sem colagem superficial, acabamento alisado ou monolúcido, em diversas cores, produzido nas gramaturas até 32 g/m2, utilizado sobretudo para correspondência e segundas-vias de notas fiscais. Termo alternativo: papel de segundas-vias <copy paper>. |
| Papel gofrado <embossed paper> - Papel com superfície texturada (em relevo), imitando madeira, tecido, couro ou outros padrões, obtida por passagem da bobina entre dois cilindros: um metálico gravado (macho) e outro macio, de contrapressão (fêmea). Ver também: acabamento gofrado <embossed finish>; Prensa de gofrar <embosser>. |
| Papel-imprensa <newsprint> - Papel de impressão de jornais e periódicos, fabricado principalmente com pasta mecânica ou mecanoquímica, com 45 g/m2 a 56 g/m2, com ou sem linhas d'água no padrão fiscal, com ou sem colagem superficial. Termo alternativo: papel de imprensa. Ver também: Papel-jornal <journal paper>. |
| Papel-jornal roto <roto news paper> - Papel fabricado com pasta mecânica, calandrado ou supercalandrado, semelhante ao papel-imprensa, porém apresentando receptividade à tinta, ancoragem, compressibilidade e maciez adequadas ao processo rotogravura, utilizado na impressão de suplementos de jornais e de revistas. Termos alternativos: <rotonews>; <super news>. |
| Papel kraft <kraft paper> - {a} Papel de embalagem, muito resistente, fabricado com pasta kraft não-branqueada ou branqueada. {b} Papel resistente, de cor parda, fabricado com pasta química sulfato de fibra longa, não-branqueada, com elevada resistência ao rasgo, à tração e ao estouro, alisado em máquina, produzido nas gramaturas de 30 g/m2 a 90 g/m2, usado para produzir sacos, papel de parede, papel de embrulho, envelopes e outros produtos que requerem resistência mecânica. Termos alternativos: <kraft wrapping>; papel machê <paper-mâché>. v Os papéis kraft podem ser classificados em: (a) kraft natural para sacos multifolhados - fabricado com pasta química sulfato não-branqueada de fibra longa, nas gramaturas de 80 g/m2 a 90 g/m2, resistente ao rasgo e ao estouro, usado na fabricação de sacos e de embalagens industriais de grande porte; (b) kraft natural ou em cores - fabricado com pasta química sulfato não-branqueada de fibra longa, nas gramaturas de 30 g/m2 a 150 g/m2, monolúcido, com resistência mecânica similar ao anterior, usado para fabricar sacos de pequeno porte, sacolas e embalagens em geral; (c) kraft branco ou em cores - fabricado com pasta química sulfato branqueada de fibra longa, nas gramaturas entre 30 g/m2 e 150 g/m2, monolúcido, usado como folha externa em sacos multifolhados, sacos de açúcar e de farinha, sacolas, embalagens individuais de balas etc.; (d) kraft de 1ª - papel de embalagem, similar ao kraft natural, porém com menor resistência mecânica, fabricado com 50% ou mais de pasta química e gramatura superior a 40 g/m2, monolúcido ou não, usado para saquinhos; (e) kraft de 2ª - semelhante ao anterior, porém com menor resistência mecânica, usado para embrulhos e embalagens em geral. |
| Papel L1 - [1] <bright enamel> - Papel revestido e calandrado apenas num dos lados. [2] <coated-one-side paper> - Papel revestido apenas num dos lados, produzido especificamente para impressão de etiquetas, rótulos, cartazes, pôsteres etc. |
| Papel-linho - [1] <linen-faced paper> - Tipo de papel cujo acabamento lembra o tecido de linho. [2] <linen paper> - Tipo de papel fabricado com pasta de tecido de linho. Termo alternativo: <linens>. |
| Papel livre de ácido <acid-free paper> - {a} Papel sem acidez e sem resíduos químicos da produção. {b} Papel de embalagem ou protetor, utilizado em aplicações em que a acidez pode prejudicar o conteúdo. Ver também: Papel antifosqueante <anti-tarnish paper>. {c} Papel para registro permanente, que deve resistir à deterioração prematura. Ver também: Papel alcalino <alkaline paper>. |
| Papel LWC <lightweight coated paper> - Papel fabricado com alta porcentagem de celulose, revestido fora de máquina com 8 g/m2 a 19 g/m2 de tinta cuchê em cada face, supercalandrado, utilizado na impressão de catálogos, revistas etc. Ver também: Papel leve <lightweight paper>. |
| Papel macroporoso <macroporous paper> - Papel cuja estrutura física é constituída predominantemente de poros de diâmetro relativamente grande, favorecendo a penetração da tinta. Ver também: Macroporosidade <macroporosity>; Papel microporoso <microporous paper>. v Na impressão com papéis macroporosos, não ocorre filtração seletiva da tinta e, por isso, o processo de óxido-polimerização (secagem) é mais demorado; além disso, parte da tinta penetra no papel, causando redução de densidade no impresso <dry back>; as tintas para a impressão desse tipo de papel devem ser do tipo monodispersas, que secam exclusivamente por polimerização oxidativa. |
| Papel manilha - [1] <manila paper> - Papel de embrulho, colorido ou não, resistente, monolúcido ou não, fabricado com pasta mecânica e/ou semiquímica e aparas de papel, com inclusão de pasta de resíduos agrícolas, produzido nas gramaturas de 40 g/m2 a 100 g/m2. Termos alternativos: papel LD; papel-macarrão. Ver também: Manilha <manila>. [2] <printing manila> - Tipo de papel fabricado com 50% de pasta mecânica e 50% de pasta química, acabado em máquina, usado na impressão de panfletos e de formulários contínuos. [3] <railroad manila> - Tipo de papel de escrever fabricado com pasta mecânica misturada com pasta química de fibra longa, usado na impressão de formulários contínuos, de volantes, de segundas-vias datilografadas etc. Termos alternativos: <canary writing>; <manila writing>; <railroad writing>. [4] <rope manila paper> - Tipo de papel resistente e durável, fabricado com cânhamo-de-manilha, resistente à dobra, utilizado na confecção de etiquetas, envelopes etc. |
| Papel mate - [1] <mat stock> - Tipo de papel de capa, com acabamento sem brilho, usado para montar fotografias, imprimir capas de panfletos etc. [2] <matte paper> - Papel fotográfico ou papel de impressão revestido e sem brilho, geralmente utilizado em trabalhos de elevado padrão de qualidade onde se deseja realçar as imagens impressas. Termos alternativos: <dull paper>; <mat paper>. |
| Papel MFC <machine finished coated> - Papel revestido em máquina com lâmina <blade coater>, calandrado em calandra macia <soft calender>, que apresenta superfície fosca e alvura relativamente elevada. |
| Papel microporoso - <microporous paper> - Papel cuja estrutura física é constituída predominantemente de poros de diâmetro relativamente pequeno e em número elevado, que absorve líquidos por capilaridade, filtrando os componentes das tintas polidispersas. Ver também: Microporosidade <micro-porosity>. Papel macroporoso <macroporous paper>. v Na impressão com papéis microporosos, as tintas sofrem filtração seletiva dos constituintes mais fluidos, deixando na superfície apenas as resinas e os pigmentos, favorecendo a secagem e proporcionando elevado nível de brilho ao impresso; as tintas para impressão desse tipo de papel são do tipo polidispersas, que assentam por filtração seletiva e secam por óxido-polimerização. |
| Papel monolúcido <monolucid paper> - Papel fabricado com pasta química branqueada (monolúcido de 1ª), podendo conter pasta mecânica e aparas de 1ª (monolúcido de 2ª), cerca de 10% de cinzas, com boa colagem interna e brilho num dos lados produzido por cilindro monolúcido na própria máquina fabricadora, produzido nas gramaturas de 60 g/m2 a 90 g/m2 para impressão de sacolas, papéis fantasia, rótulos, etiquetas e laminados; não é recomendado para impressão ofsete por não apresentar colagem superficial. Termos alternativos: <machine glazed paper>; <monoclear paper>. |
| Papel MWC <mediumweight coated paper> - {a} Papel similar ao LWC, revestido com duas ou três camadas, usado para imprimir revistas, catálogos e impressos comerciais de alta qualidade. {b} Papel cuchê fabricado com celulose química branqueada, revestido com 15 a 20 g/m2/face, com ou sem calandragem, nas gramaturas entre 80 e 240 g/m2, utilizado na impressão de revistas, livros de arte e material de propaganda. Ver também: Papel cuchê <coated paper>. |
| Papel não-revestido - [1] <non-coated paper> - Diz-se de um papel tratado na prensa de colagem <size-press> ou pigmentado com menos de 10 g/m2 por face. [2] <uncoated paper> - Papel sem camada superficial, de superfície irregular comparada ao papel revestido, que absorve a tinta mais rapidamente e produz uma impressão menos saturada. Termos alternativos: papel não-cuchê; <uncoated free sheet>. Ver também: Papel cuchê <coated paper>; Papel revestido <coated paper>. |
| Papel ofsete <offset paper> - Papel de impressão, com ou sem revestimento, fabricado com pasta química branqueada, conteúdo de carga mineral entre 10% e 15%, boa colagem interna e superficial, produzido nas gramaturas de 60 g/m2 a 150 g/m2 com requisitos específicos para o processo ofsete. Termos alternativos: <offset book paper>; <offset sheet>; papel litográfico <lithographic paper>. v Os principais atributos exigidos pelo processo ofsete são: elevada resistência superficial (para suportar o tack das tintas), força de ligação interna (para resistir à delaminação), resistência ao arrancamento, resistência à água, estabilidade dimensional, planicidade, umidade relativa controlada, boa rigidez e tendência ao encanoamento reduzida. No caso de impressoras rotativas, além destas, o papel deve ter elevada resistência à dobra, à bolha <blister>, à tração e ao calor, seu conteúdo de umidade deve ser menor (no máximo 5%) e as bobinas devem ter poucas emendas e ausência de ovalizações e defeitos (furos, rasgos, corrugações etc). |
| Papel para decalcomania - [1] <decalcmania paper> - Tipo de papel absorvente, fabricado com fibras de algodão combinadas com pasta química, caracterizado por apresentar lisura, acabamento e formação uniformes, boa resistência, sem colagem, revestido com uma solução de goma-arábica, utilizado na decoração de cerâmica e em outros processos de transferência. Termo alternativo: <ceramic transfer paper>. [2] <decalcomania paper> - Papel fabricado com pasta química de madeira e fibras de algodão, com superfície lisa, uniforme e resistente à umidade, revestida com uma solução de decalque sobre a qual é impressa a imagem por serigrafia. Ver também: Papel de transferência <transfer paper>. |
| Papel para envelopes - [1] <envelope paper> - {a} Termo genérico que designa os papéis usados para confeccionar envelopes, apresentando diferentes requisitos de aparência e de acabamento, conforme o uso. {b} Papel fabricado com requisitos específicos para corte-e-vinco e dobra de envelopes em máquinas envelopadeiras de alta velocidade. [2] <jute envelope paper> - Papel fabricado com fibras de juta, opaco e resistente, usado para confeccionar envelopes. |
| Papel para livros <bookpaper> - Termo genérico empregado para descrever um grupo de papéis de categoria superior ao papel de imprensa, feitos de diversos tipos de fibras virgens ou recicladas, apresentando boa formação e printabilidade, utilizados para imprimir livros e uma ampla variedade de aplicações comerciais, incluindo papéis revestidos e não-revestidos em diversas gramaturas, cores e acabamentos (antigo, casca-de-ovo, supercalandrado, mate, brilhante etc). |
| Papel-pergaminho - [1] <document parchment> - Tipo de papel durável e permanente, cuja superfície foi tratada com cola animal, lembrando o pergaminho animal, usado na impressão de diplomas. [2] <greeting card parchment> - Tipo de papel translúcido, à prova de gorduras, lembrando o pergaminho animal, utilizado na impressão de cartões. [3] <parchment paper> - Ver: Pergaminho vegetal <vegetable parchment>. [4] <parchment writing> - Tipo de papel vegetal fabricado com fibras de algodão e/ou pasta química, caracterizado por apresentar elevada permanência, durabilidade e resistência, usado na impressão de documentos. |
| Papel reciclado <recycled paper> - Papel fabricado a partir de polpa de papel usado, desentintado e branqueado, ou a partir de aparas de impressão ou de conversão. Termo alternativo: <paper stock>. |
| Papel revestido <coated paper> - Tipo de papel produzido com pasta química branqueada, revestido com uma camada composta de pigmentos (caulim, carbonato de cálcio, dióxido de titânio) e ligantes, com acabamento brilhante ou fosco, utilizado na impressão de quadricromias de alta qualidade; o revestimento melhora a uniformidade da superfície, a reflexão da luz e a ancoragem da tinta. Termos alternativos: papel cuchê; <surfaced paper>; <surface sized paper>. Ver também: Papel não-revestido <uncoated paper>. |
| Papel revestido em máquina <machine coated paper> - Papel cuja camada cuchê é aplicada na própria máquina fabricadora. Termos alternativos: <MC paper>; <process coated paper>. Ver também: Papel acabado em máquina <machine-finished paper>. |
| Papel rotogravura - [1] <roto stock> - Tipo de papel similar ao papel-jornal calandrado, fabricado com ou sem pasta mecânica, revestido ou não, caracterizado por apresentar lisura elevada obtida por supercalandragem, utilizado na impressão rotogravura. [2] <super news> - Tipo de papel de imprensa com acabamento liso, adequado para a impressão rotogravura. Termos alternativos: <gravure paper>; <magazine news>; <rotogravure paper>; <roto-news>. [3] <superstandard news> - Tipo de papel-jornal calandrado em máquina, utilizado na impressão de revistas e suplementos de jornais. v O requisito básico para impressão em rotogravura é que o papel tenha elevada lisura e maciez, a fim de garantir o contato com a tinta no interior das células do cilindro, caso contrário, não ocorrerá a transferência da tinta e o impresso exibirá pontos brancos conhecidos por flocos-de-neve <snowflaking>. |
| Papel SC <SC paper> - Tipo de papel não-revestido, supercalandrado, fabricado com pasta de alto rendimento, utilizado na rotogravura para impressão de encartes de jornal, catálogos, revistas etc. |
| Papel supercalandrado - [1] <plate paper> - Tipo de papel espesso, macio, ligeiramente colado, liso e com pouco brilho, utilizado na impressão de trabalhos de alta qualidade a partir de chapas gravadas de cobre ou de aço, ou por processos xilográfico e litográfico. [2] <supercalendered paper> - Papel que recebeu acabamento acetinado em supercalandra. Termos alternativos: <glazed paper>; <plate-finished paper>; <SC paper>. |
| Papel térmico <thermal paper> - Tipo de papel reativo, sensível ao calor, que recebe um tratamento superficial com corantes e reagentes químicos, utilizado para fax, etiquetas e impressão térmica. Ver também: Impressão térmica direta <direct thermal printing>. v Dependendo da aplicação, o papel térmico (também chamado de papel químico) é constituído de diversas camadas: a camada superficial <over-coating> protege o revestimento térmico contra água, óleo, solvente ou plastificante; a segunda camada é responsável pela reação térmica, onde se origina a imagem a partir do calor emitido pela cabeça térmica da impressora; a terceira camada <undercoating> funciona como um isolante térmico, impede a dissipação da energia liberada durante a reação térmica e serve de barreira, evitando que o revestimento térmico penetre no papel-base; a quarta camada <back barrier> serve de barreira, evitando que adesivos hot-melt prejudiquem o revestimento térmico devido à migração do plastificante ou do solvente através do papel-base, o que poderia destruir a imagem. |
| Papel termográfico <thermographic paper> - {a} Suporte no qual uma imagem é formada como resultado de uma reação química irreversível, que ocorre por ação do calor, como ocorre na recepção de fax. {b} Suporte no qual uma imagem é formada como resultado de mudanças físicas que ocorrem numa fina camada do revestimento. Termo alternativo: papel termocopiativo. |
| Papel verde <fresh paper> - Diz-se de um papel recém fabricado, que costuma apresentar problemas de instabilidade na impressão, tais como fora-de-registro e arrancamento a úmido. |
| Papel vergê - [1] <laid paper> - Suporte que exibe marcas de tela <laid> ou de corrente <chain> quando observado através da luz. Termos alternativos: papel avergoado; papel estriado. [2] <laid writing> - Tipo de papel de escrever fabricado com pasta química ou fibras de algodão, caracterizado por apresentar marcas d'água vergê, utilizado para correspondência. [3] <verge paper> - Suporte de impressão dotado de linhas horizontais ou verticais produzidas por fios metálicos ou rolos filigranadores. Ver também: Vergê <laid>. |
| Papel xerográfico - [1] <xerocopy paper> - Tipo de papel bonde fabricado com pasta química, liso, estável ao calor e ao encanoamento, próprio para cópias reproduzidas pelo processo xerográfico. [2] <xerographic paper> - Tipo de papel bonde fabricado com pasta química, mecânica, fibras recicladas, algodão ou uma combinação destas, com umidade controlada e elevado grau de resistividade elétrica, especialmente para uso em fotocopiadoras e impressoras a laser. |
| Parte úmida - Conjunto formado pela caixa de entrada, pela mesa plana e pelas prensas da máquina de papel. |
| Partículas estranhas <foreign particles> - Defeito do papel caracterizado por pontos opacos, causado por partículas de impurezas misturadas à massa. |
| Pasta - [1] <brief case> - Capa retangular de couro usada para proteger livros, documentos etc. [2] <folder> - {a} Local reservado para guardar documentos, programas ou outras pastas na mesa de trabalho, ou em janelas de diretório, em sistemas eletrônicos de editoração. {b} Folha de cartolina dobrada para formar uma bolsa. {c} Tipo de cartão adequado para dobrar e vincar, usado na confecção de cartuchos. Termo alternativo: <bender>. [3] <job envelope> - Envelope grande utilizado para guardar filmes, pestapes, originais e outros pertences de um trabalho. [4] <pastedown> - Cada um dos retângulos de cartão sobre os quais se aplica um revestimento de papel, de tecido ou de couro, para formar a capa dura de um livro. Termo alternativo: plano. [5] <pulp> - Produto constituído de fibras de celulose, obtido por processos mecânicos ou químicos, destinado à fabricação do papel. Termos alternativos: pasta de celulose <cellulose paste>; pasta de papel; polpa. [6] <stock> - {a} Polpa de celulose dispersa, refinada, tratada com agentes de colagem, anilinas, cargas etc., pronta para formar o papel. {b} Polpa úmida em qualquer estágio do processo de fabricação do papel. v [5] Existem diversos processos de produção da pasta de papel a partir de fibras de celulose: no processo mecânico, a polpa é obtida pela ação mecânica de desfibradores, originando uma pasta de alto rendimento (86 a 93%); no processo químico, a madeira é cozida sob pressão na presença de substâncias químicas que dissolvem a lignina e a hemicelulose, produzindo uma pasta de baixo rendimento (46 a 55%); no processo semi-químico, combinam-se a ação mecânica e a ação química para produzir uma pasta de médio rendimento (60 a 75%). Após a separação das fibras de celulose dos outros constituintes da madeira, estas podem ou não sofrer branqueamento, em diversos estágios, por processos de cloração, tratamento alcalino, oxidação com ozônio ou hipocloritos. v [5] Na América do Norte e na Europa, a principal fonte de fibras de celulose provém de madeiras resinosas (pinus), as quais são ditas moles e dão origem a fibras longas (cerca de 3 mm); no Brasil, utiliza-se principalmente o eucalipto, que é mais duro do que o pinus e origina fibras curtas (cerca de 1 mm); o comprimento das fibras determina as propriedades de resistência e de printabilidade do papel de impressão: fibras longas produzem papéis mais resistentes, porém as fibras curtas proporcionam melhor printabilidade. |
| Pasta mecânica <mechanical pulp> - {a} Material obtido da madeira por processos puramente mecânicos, em máquinas chamadas moinhos de pasta, onde a madeira cortada em toras de tamanho adequado, descascada e limpa, é pressionada contra uma pedra rotativa, geralmente sintética, ou processada em refinadores ou mionhos de disco na forma de cavacos. Após deixar o moinho, a pasta passa por um depurador plano, onde são removidas as lascas e os pedaços de madeira. Algumas instalações possuem depuradores rotativos que funcionam em baixa concentração e removem os palitos, e separadores centrífugos para remoção de areia. A pasta é também branqueada em instalações convencionais com peróxido de hidrogênio ou hidrossulfeto de zinco ou de sódio. A qualidade final da pasta depende da madeira, do tipo de pedra ou disco e do modo como a moagem é efetuada. As características principais da pasta são a uniformidade, a cor, a limpesa, o grau de desaguamento e a resistência das fibras. {b} Polpa produzida a partir de troncos de madeira descascados e moídos na presença de água, usada principalmente na produção de papel de imprensa e de papel para livros de menor classe. Abreviatura: (GWD). Termos alternativos: <groundwood>; <groundwood pulp>; <mechanical woodpulp>; pasta de madeira; polpa mecânica. v No processo de obtenção de polpa mecânica, a madeira é forçada contra uma superfície abrasiva; o calor gerado no processo amolece a lignina em alguma extensão; utiliza-se água no processo para lavar as fibras e evitar danos devido ao calor e à abrasão; o processo tem alto rendimento (80 a 90%); o papel produzido a partir de pasta mecânica apresenta corpo, opacidade e absorção elevados, porém tem baixa resistência mecânica, baixa alvura e pouca permanência, por isso sofre amarelamento em presença de luz. |
| Pasta mecânica refinada <refined mechanical pulp>- Polpa de madeira tratada em refinador de disco, utilizada na produção de papel. Abreviatura: (RPM). Termo alternativo: polpa mecânica refinada. |
| Pasta mecanoquímica <mechanico-chemical pulp> - {a} Polpa mecânica obtida por processos convencionais, onde as toras de madeira receberam previamente uma impregnação com um produto químico, geralmente soda cáustica, carbonato de sódio e sulfito de sódio; a impregnação é quase sempre feita em pressões elevadas, às vezes com auxílio de calor. O processo é empregado especialmente para madeiras duras, derivando uma pasta que substitui a pasta mecânica convencional de coníferas. Em alguns casos, procede-se a um ligeiro alvejamento para melhorar a cor. {b} Polpa de materiais lignocelulósicos obtida por processo de desfibramento e posterior tratamento químico, atingindo o grau ROE 28 ou maior, equivalente ao número de Permanganato (TAPPI) 140 ou maior. Termo alternativo: polpa mecanoquímica. Ver também: Pasta semiquímica <semichemical pulp>. |
| Pasta química <chemical pulp> - {a} Polpa obtida com o emprego de produtos químicos e calor, para dissolver a lignina que liga as fibras da madeira, por processos sulfato <kraft>, sulfito, soda e outros. {b} Polpa obtida da madeira ou de outras fontes vegetais, por digestão química ou cozimento, a fim de liberar as fibras de celulose, atingindo o grau ROE 10, equivalente ao número de permanganato (TAPPI) 50, com conteúdo máximo de lignina em torno de 10%. Termos alternativos: celulose; <chemical woodpulp>; polpa química. v A pasta química é classificada como semiquímica quando, após o cozimento, os valores indicam uma pasta mais dura. |
| Pasta quimimecânica <chemimechanical pulp> - {a} Processo de separação das fibras de celulose da madeira, no qual os cavacos são impregnados com sulfito de sódio e aquecidos em alta temperatura num digestor, para sulfonação da lignina, produzindo um material fisicamente resistente mas com baixa opacidade. {b} Polpa de materiais lignocelulósicos previamente tratados com reagentes químicos, obtida por desfibramento em pressão atmosférica. Abreviatura: (CMP). |
| Pasta quimitermomecânica <chemithermomechanical pulp> - Polpa obtida por desfibramento em refinador de disco, sob pressão, de materiais ligno-celulósicos previamente tratados com reagentes químicos. Abreviatura: (CTMP). |
| Pasta quimitermomecânica branqueada <bleached chemithermomechanical pulp> - Pasta de celulose que apresenta grau de alvura GE igual ou superior a 80%. Abreviatura: (BCTMP). |
| Pasta semiquímica <semichemical pulp> - Polpa produzida por cozimento químico brando dos cavacos de madeira, a fim de amolecer e remover parcialmente a lignina, atingindo o grau ROE de 10 a 28, equivalente ao número de Permanganato (TAPPI) de 50 a 140, seguido de desfibramento mecânico, derivando uma pasta de alto rendimento, usada na produção de cartão corrugado, tubetes de bobina etc. Termos alternativos: pasta mecanoquímica <mechanico-chemical pulp>; polpa semiquímica. v A pasta semiquímica é classificada como mecanoquímica quando, após o cozimento, os valores indicam uma pasta mais dura. |
| Pasta termomecânica <thermomechanical pulp> - Polpa obtida por tratamento de cavacos de madeira, pré-aquecidos com vapor saturado, em refinador de disco, sob pressão. Abreviatura: (TMP). Termo alternativo: polpa termomecânica. |
| Penetração - [1] <penetration> - {a} Extensão com que o veículo de uma tinta, um solvente ou um verniz é absorvido pelo suporte. {b} Habilidade de um líquido (tinta, verniz, solvente) de ser absorvido pelo suporte. Ver também: Profundidade de campo <depth of field>. [2] <strike-in> - Termo comumente empregado na impressão para designar o modo como o suporte absorve o veículo da tinta; por exemplo: as tintas usadas na impressão de jornal secam por absorção. Ver também: Absorção <absorption>; Permeabilidade <permeability>. |
| Perda de papel <paper loss> - Termo que designa a quantidade de papel, expressa em quilos ou em toneladas, desperdiçada ou estragada durante as operações de manuseio, transporte, impressão e acabamento. Ver também: Desperdício <waste>. |
| Perfil de umidade <moisture profile> - Gráfico que indica as variações no conteúdo de umidade do papel, no sentido transversal à direção de fabricação. |
| Pergaminho <parchment> - {a} Folha fina e translúcida feita de pele curtida de ovelha ou de cabra. Termo alternativo: pergaminho animal <animal parchment>. {b} Papel fabricado com celulose pura, isento de produtos químicos residuais (soda, cloro), tratado com ácido sulfúrico e lavado com amoníaco, para adquirir a aparência do pergaminho. Termo alternativo: <glassine>. {c} Diploma ou certificado impresso em papel que lembra o pergaminho. Termo alternativo: papiro <papyrus>. Ver também: Pergaminho vegetal <vegetable parchment>. |
| Pergaminho vegetal <vegetable parchment> - Papel à prova de gordura, com elevada resistência à umidade, produzido por passagem da folha através de um banho de ácido sulfúrico, a fim de fundir suas fibras numa massa homogênea que lembra o pergaminho. Termo alternativo: papel-pergaminho <parchment paper>. Ver também: Celofane <cellophane>; Pergaminho artificial <artificial parchment>. |
| Permanência <permanence> - {a} Habilidade de um papel de imprimir de conservar suas propriedades durante o período de estocagem. Ver também: Durabilidade <durability>; Estabilidade <stability>. {b} Propriedade de uma tinta de impressão que define a sua característica de retenção da força corante em função do tempo e da exposição à luz. {c} Propriedade dos pigmentos empregados na formulação de tintas de impressão de resistir ao sangramento em presença de ácidos, álcalis e outros produtos químicos. v {a} A permanência é uma propriedade relativa que depende do ambiente onde o papel é estocado e da sua composição química; a máxima permanência é obtida com papéis feitos com fibras de celulose branqueadas e pH neutro ou ligeiramente alcalino. A permanência é avaliada pelo amarelamento e pela perda de resistência original (à dobra, ao rasgo etc.) conforme norma TAPPI T453. A permanência do papel refere-se particularmente à conservação das suas propriedades de uso mais significativas, tais como: resistência à dobra e solidez à luz, em períodos prolongados de tempo, sendo afetada pela temperatura, pela umidade, pela luz e por agentes químicos. |
| Permeabilidade <permeability> - Propriedade do papel que expressa a sua resistência à penetração de fluidos. Ver também: Penetração <penetration>. |
| Permeabilidade ao ar <air permeability> - Propriedade do papel de permitir a passagem de ar pressurizado, avaliada a partir da taxa de fluxo de ar que atravessa a folha, sob condições especificadas, importante quando se considera papéis para embalagem. Ver também: Permeabilidade ao vapor <vapor permeability>; Porosidade <porosity>. |
| Permeabilidade ao vapor <vapor permeability> - Propriedade do papel ou do papel-cartão de permitir a passagem de vapor através da folha, avaliada sob condições de pressão, de temperatura e de umidade relativa padronizadas. Termo alternativo: <moisture vapor permeability>. Ver também: Permeabilidade ao ar <air permeability>. |
| Peso <weight> - Variação da força de caracteres tipográficos: claro, redondo, negrito. Termos alternativos: <font weight>; força <strength>. Ver também: Gramatura <basis weight>; Peso de caractere <character weight>. |
| Peso básico <basis weight> - Massa, expressa em quilogramas, de uma resma (500 folhas) de papel de um determinado tipo, cortado em formato padrão, chamado formato básico. Ver também: Gramatura <basis weight>. |
| Peso bruto <gross weight> - Peso total de uma bobina de papel, incluindo a embalagem e o tubete. Ver também: Peso líquido <net weight>. |
| Peso de revestimento <coat weight> - Quantidade de camada cuchê aplicada por unidade de área do papel ou do papel-cartão, expressa em gramas por metro quadrado por face. |
| Peso do papel <weight> - Massa total de uma pilha de papel, expressa em quilos, calculada segundo a expressão: A.g.n/1000, onde A é a área da folha expressa em m2, g é a gramatura do papel expressa em g/m2 e n é o número de folhas da resma ou do palete. |
| Peso do toco <core strip weight> - Quantidade de quilos de papel em branco que sobra numa bobina, descontado o peso do tubete. |
| Pichasso <squirt> - Nome que se dá ao conjunto de jatos d'água de alta pressão, posicionados sobre a tela da máquina de papel, entre as caixas de sucção e o rolo de sucção; dois jatos fixos, um de cada lado, delimitam a largura da folha e os refilos laterais que caem no poço do rolo de sucção. O terceiro jato, móvel em toda a largura da folha, permite formar uma tira ou ponta, que é o início da passagem do papel pela máquina. Ver também: Marginadores <edge cutters>. |
| Pigmentado <film coating> - Categoria de papel revestido em máquina, em prensa de colagem, com uma camada de tinta em torno de 6 g/m2 a 10 g/m2 por face, conferindo à folha características de printabilidade superiores às de um papel ofsete. Termos alternativos: <film coated>; <pigmented surface size>; <wash coating>. |
| Pintas - [1] <carbon spots> - Defeito do papel caracterizado por pequenas manchas superficiais, causado por fragmentos de cinzas ou de pó de carvão. Termos alternativos: <cinder specks>; <coal specks>. [2] <spots> - Defeito de impressão caracterizado pela presença de pingos de tinta ou de sujeira dentro do espaço do símbolo do código de barras, prejudicando a leitura. [3] <stickies> - Defeito do papel causado por contaminantes, tais como: adesivos, fitas, partículas de borracha, tinta e materiais sintéticos de colagem, responsável pela adesão das folhas entre si. |
| Pirulito <cigarette roll> - Delaminação do papel, seguida de enrolamento em espiral da porção delaminada, causada por deficiência de colagem superficial da folha, por uma tinta cujo tack é excessivo ou devido ao corte com faca cega ou serrilhada; o pirulito geralmente danifica as blanquetas ofsete. v O pirulito causado por deficiência do papel geralmente acontece próximo do centro da folha e, quase sempre, atinge apenas a última folha da resma, enquando aquele originado por deficiência de corte ocorre na borda da folha e em qualquer porção da resma. |
| Plumagem <feathering> - {a} Irregularidade observada nas bordas de textos ou nos contornos de imagens impressas, causada por deficiência na distribuição da tinta, excesso de tinta, inadequação da tinta ao papel ou emulsionamento excessivo de água em tinta. {b} Espalhamento lateral de uma tinta à base de água, sobre a superfície do papel, indicando má qualidade da colagem superficial do suporte. Termos alternativos: esbabado; <wicking>. |
| Pó - [1] <dust> - Partículas de papel acumuladas nas áreas de contragrafismo de uma blanqueta ofsete. Termo alternativo: <powdering>. Ver também: Empoeiramento <dusting>. [2] <lint> - Fibras ou partículas, fracamente ligadas à superfície do papel, que são arrancadas por ação do tack da tinta e acumulam sobre as chapas, as blanquetas e os rolos de uma impressora ofsete, prejudicando a qualidade de impressão. Termos alternativos: felpa <fuzz>; penu-gem <fluff>; poeira. Ver também: Pó de corte <cutter dust>. |
| Pó de corte - [1] <cutter dust> - Pequenas partículas de fibras destacadas durante o corte do papel. [2] <slitter dust> - Pequenas partículas de fibras ou de revestimento que se desprendem do papel, durante o corte, aderindo às bordas das folhas e das bobinas por ação eletrostática e, durante a impressão, acumulam na superfície das blanquetas ofsete, prejudicando a qualidade do impresso. Termo alternativo: pó de refilo. v O pó de corte é causado por uma faca cega, fixando-se próximo das bordas das bobinas por atração eletrostática. Quando excessivo, acumula-se nas blanquetas e mistura-se com as tintas, prejudicando a qualidade do impresso. |
| Podragem - [1] <chalking> - {a} Falta de adesão de uma tinta ofsete à superfície sobre a qual é impressa, resultante da rápida absorção do veículo da tinta pelo suporte ou devido à secagem lenta da tinta. {b} Condição na qual a tinta torna-se pulverulenta, mal fixada ao papel, sem ligante suficiente para unir as partículas de pigmento, riscando facilmente. Termo alternativo: pulverulência da tinta <ink chalking>. {c} Condição na qual partículas de pigmento do papel desprendem-se durante os processos de conversão, impressão, acabamento ou uso. [2] <crocking> - {a} Remoção do pigmento da camada do papel ou do papel-cartão, causado por abrasão. {b} Condição na qual uma tinta impressa mancha ou risca facilmente. Ver também: Pulverulência <crocking>. |
| Poeira do papel <paper lintpaper lint> - Pó que se solta do papel durante a impressão, originado do desprendimento de pequenas partículas de carga mineral ou material fibroso, o qual pode ser evitado ou reduzidao aplicando-se a colagem superficial durante a fabricação do papel. Nos papéis comuns, aumenta-se a refinação, adiciona-se amido cozido à massa e reduz-se a carga mineral. |
| Polpa <pulp> - Substância produzida por processos mecânicos e/ou químicos a partir de materiais contendo fibras de celulose, para uso na fabricação do papel. Termo alternativo: pasta. |
| Ponto de inflexão <inflection point> - Ângulo formado entre o suporte e a blanqueta ofsete quando ocorre o desprendimento deste da blanqueta; nesse ponto, o papel apresenta a maior tendência ao arrancamento de partículas superficiais. v O papel tende a grudar na blanqueta devido ao tack da tinta, acompanhando o seu trajeto além do ponto de impressão; ao ser puxado pelas pinças do cilindro de contrapressão, desprende-se formando um certo ângulo, mais agudo quanto maior a distância entre o ponto de desprendimento e o nip. Quanto mais agudo o ângulo, maior a probabilidade de ocorrer encanoamento e arrancamento de fibras ou de partículas superficiais. Nas impressoras rotativas blanqueta-blanqueta <perfecting>, o papel tende a acompanhar as duas blanquetas ao mesmo tempo, podendo sofrer delaminação se a sua resistência interna não for suficiente para suportar a ação do tack das tintas. Se o tack da tinta impressa num dos lados do papel não for reduzido, a tira pode vibrar excessivamente e causar duplagem ao contactar a blanqueta da unidade seguinte antes do ponto de impressão <nip>. |
| Pontos faltantes <missing dots> - Defeito de impressão que ocorre no processo rotogravura devido à falta de contato entre o suporte e a tinta contida no interior das células gravadas, resultando numa reprodução granulada ou arenosa. Termos alternativos: falha de fechamento; flocos de neve <snowflaking>; <skips>; <speckle>. Ver também: Pintinha <pinholing>; Pontos quebrados <speckle>; Vazios <spots>. v As tintas rotogravura são muito voláteis e perdem solvente entre o ponto de contato da racle com o cilindro e o ponto de impressão <nip>, formando um menisco côncavo no interior das células e dificultando o contato com o suporte. Nas células menores, a tinta pode até mesmo secar. O problema pode ser resolvido com o uso de solventes mais lentos ou o emprego de equipamentos de auxílio eletrostático <helioklischograph>. |
| Porosidade <porosity> - Propriedade de um papel ou de um cartão de permitir a permeação do ar e a penetração dos constituintes mais fluidos da tinta. Ver também: Absorvência <absorbency>; Permeabilidade <permeability>; Permeabilidade ao ar <air permeability>. v A porosidade do papel governa a velocidade de absorção das tintas e da água aplicada durante o processo de impressão; quanto maior a ação capilar do papel, mais rápida a absorção; papéis que apresentam porosidade grosseira tendem a absorver profundamente as tintas, aumentando o risco de ocorrer atravessamento; quanto menor a porosidade, maior a ancoragem da tinta, porém, maior a probabilidade de ocorrência de decalque e bolhas; a porosidade pode ser avaliada com equipamentos chamados densômetros ou porosímetros, a partir do tempo que um certo volume de ar leva para atravessar uma superfície determinada do papel, em condições específicas de diferença de pressão. v Os papéis microporosos absorvem as tintas polidispersas de modo seletivo, ou seja, apenas a parte fluida da tinta consegue penetrar nos poros, deixando a parte sólida (pigmentos e resinas) na superfície, proporcionando elevada força corante, brilho elevado e secagem rápida. A porosidade depende principalmente do grau de refinação da massa, da densidade e da distribuição da folha de papel. |
| Porta-bobinas <roll stand> - Mecanismo de alimentação de impressoras rotativas que comporta a bobina de papel e permite fazer a preparação da emenda de uma nova bobina durante a impressão. Ver também: Alimentador <feeder>; Emendador de bobinas <splicer>. |
| Pré-empilhador <temporary stock receiver> - Acessório de uma impressora ofsete plana onde se faz o empilhamento das folhas de papel, antes de alimentá-las na impressora. Termo alternativo: <prestacking frame>. |
| Pregas - [1] <cockles> - {a} Defeito do papel caracterizado por pequenas irregularidades causadas por absorção não uniforme de umidade. {b} Aglomerados de fibras formados no tecido de uma tela serigráfica. [2] <cockling> - Ondulação que ocorre na superfície do papel quando este é exposto ao ambiente da sala de impressão cuja umidade relativa é diferente da umidade relativa do papel. Ver também: Bordas onduladas <wavy edges>; Fichas <wrinkles>. |
| Prensa de aparas <wastepaper baling press> - Equipamento que faz o enfardamento das aparas provenientes dos processos de refilo, de impressão e de acabamento. |
| Prensa de colagem - [1] <gate roll size press> - Dispositivo da máquina de papel dotado de seis rolos, três de cada lado da folha, com diferentes durezas e velocidades, cuja função é aplicar uma quantidade controlada de revestimento ao papel. [2] <pond size press> - Dispositivo da máquina de papel dotado de dois rolos e um par de cabeçotes que aplicam o revestimento ao papel-base; a pressão do nip faz a tinta migrar para o interior do papel, saturando a folha. [3] <size press> - {a} Dispositivo da máquina de papel dotado de um rolo de borracha e outro de material duro, geralmente micro-rock, estonite, bronze, granito, ebonite ou ferro revestido de cromo duro ou cobre, instalado depois do segundo terço da bateria de secadores, onde é feita a colagem superficial e, em alguns casos, o revestimento do papel. {b} Dispositivo da máquina de papel dotado de dois rolos entre os quais a folha passa para receber a colagem superficial. {c} Seção da máquina de fabricar papel, localizado entre os dois conjuntos secadores, onde se processa a colagem superficial. Termos alternativos: <gluing-press>; <metering size press>. [4] <surface-size press> - Unidade da máquina de papel, geralmente localizada entre as duas seções de secagem, dotado de dois rolos cuja função é aplicar à superfície da folha um agente de colagem. Ver também: Colagem superficial <surface sizing>. |
| Prensa de gofrar <embosser> - Equipamento constituído de dois cilindros gravados, molde e contramolde, utilizado para fazer a gofragem do papel. Termos alternativos: prensa de gofragem; prensa de estampagem <embossing press>; texturadora. Ver também: Calandra de gofragem <embossing calender>; Cilindro de gofragem <embossing cylinder>; Gofragem <embossing>; Papel gofrado <embossed paper>. |
| Prensa de manchão <wet press> - Prensa montada na mesa da máquina de papel, para apressar a eliminação da água da folha em formação, por meio de pressão, hoje substituída pelo rolo de sucção. Termos alternativos: manchão; prensa úmida <press section>. Ver também: Feltro <felt>; Prensa de sucção <couch roll>. |
| Prensa de sucção <couch roll> - {a} Dispositivo constituído de um cilindro perfurado acoplado a um sistema de vácuo, localizado ao final da tela plana da máquina de fabricar papel, que auxilia a remoção de água da folha em formação, antes da seção de prensa. {b} Tipo de prensa úmida da máquina de papel onde um dos rolos, superior ou inferior, é um rolo de sucção, cujo corpo é construído de uma camisa perfurada de bronze fosforoso, revestida de borracha. As máquinas de baixa velocidade não requerem prensa de sucção. Nas de alta velocidade, utilizam-se prensas de sucção na primeira e às vezes na segunda prensa. v Após passar pela prensa de sucção, a folha ainda conserva cerca de 80% a 85% de umidade. |
| Prensa úmida <press section> - Dispositivo constituído de dois cilindros, localizado logo após a tela plana da máquina de fabricar papel, cuja função é remover água da folha por meio de sucção. Termo alternativo: <wet press>. v Este processo nivela a distribuição de umidade, compacta o papel e deixa as fibras em íntimo contato, melhorando a ligação entre elas e a resistência do papel; o papel torna-se mais liso, influenciando o corpo e o acabamento. |
| Preparação da massa <stock preparation> - Tratamento e modificação das fibras de celulose, a fim de torná-las adequadas à fabricação do papel, incluindo a dispersão, a refinação e a mistura com materiais não-fibrosos em proporção adequada. |
| Pré-revestimento - [1] <precoat> - Camada preliminar aplicada ao papel para impermeabilizá-lo e proporcionar uma boa base de ancoragem ao revestimento. [2] <precoating> - Processo de revestimento do papel, por diversos métodos, antes da aplicação da segunda camada de revestimento <top coat>, geralmente realizado na própria máquina fabricadora. Termos alternativos: <base coating>; <prime coating>; <undercoating>. [3] <skin coat> - Camada de revestimento muito fina aplicada ao papel ou ao cartão como preparação para o revestimento final. Termo alternativo: <film coat>; <prime coat>. |
| Pressão de impressão - [1] <impression pressure> - {a} Força aplicada entre os cilindros da blanqueta e de contrapressão de uma impressora ofsete, necessária para transferir a imagem para o suporte. {b} O mesmo que contrapressão. Termo alternativo: pressão de contrapressão <back pressure>. Ver também: Contrapressão <impression cylinder pressure>; Pressão <impression>; Pressão chapa-blanqueta <plate-to-blanket squeeze>. [2] <preloaded pressure> - Quantidade de força necessária para trazer os cilindros da chapa e da blanqueta de uma impressora ofsete em contato, quando os cilindros são calçados de acordo com as recomendações do manual de operação da máquina. [3] <printing pressure> - Força, expressa em quilogramas por centímetro quadrado, necessária para transferir a imagem entintada da matriz para o suporte; no processo ofsete (litografia), isto inclui a pressão entre a chapa e a blanqueta e a pressão entre a blanqueta e o cilindro de contrapressão (ou entre as duas blanquetas nas impressoras rotativas). [4] <squeeze> - Compressão entre os cilindros da chapa e da blanqueta de uma impressora ofsete, expressa pela altura da chapa e da blanqueta em relação às guias dos respectivos cilindros, nas impressoras que trabalham com as guias em contato, e altura menos distância entre as guias, nas máquinas que trabalham sem contato de guias. v Nas impressoras ofsete, as chapas e as blanquetas devem ser calçadas com folhas de papel ou de plástico calibradas, de modo que a pressão de contato resultante encontre-se no intervalo entre 0,08 mm e 1,2 mm, dependendo das características superficiais do suporte e da compressibilidade da blanqueta; o mesmo valor deve ser adotado para a pressão de contato entre os cilindros de contrapressão e da blanqueta; valores inferiores prejudicam a transferência da tinta para o papel, resultando numa impressão lavada; valores superiores causam ganho-de-ponto excessivo, ponto corrido, arrancamento de partículas do papel e outros problemas. |
| Printabilidade <printability> - {a} Cunjunto de atributos dos papéis e das tintas de impressão relativos à qualidade do produto impresso ou à sua adequação ao processo. {b} Conjunto de características de qualidade que realçam a reprodução de um original por qualquer processo de impressão. Termo alternativo: imprimibilidade. Ver também: Desempenho <runnability>. v Os principais atributos de printabilidade do papel incluem: uniformidade de cor, uniformidade de transferência da tinta, legibilidade do texto, secagem da tinta, receptividade à tinta, compressibilidade, lisura, opacidade, cor e resistência ao encanoamento. Os principais atributos de printabilidade das tintas incluem: viscosidade, rigidez, tack, grau de dispersão (moagem), secagem e cor. A printabilidade dos papéis e das tintas pode ser avaliada em laboratório, com equipamentos como o IGT, o Prüfbau e outros. Para mais informações (www.regmed.com.br). |
| Problemas com os papéis <paper problemspaper problems> - Defeitos que ocorrem na impressão ofsete causados por deficiência dos papéis ou dos cartões, tais como: acúmulo de partículas (pó ou falta de resistência superficial do suporte), amarelamento (reversão de alvura do papel), quebra de bobina (ovalização, picotes, furos ou baixa resistência à tração), bolhas (papel muito fechado e muito úmido), decalque (papel muito liso e muito fechado), duplagem (lateral mole da folha ou da bobina), encanoamento (papel muito liso ou com dupla-face acentuada), fibra inchada (papel com pasta mecânica e temperatura do forno muito alta), fora-de-registro (papel ondulado ou instável à umidade), impressão granulada (papel grosseiro), marmorização ou moiré (marcas de tela na folha), rugas (folhas mal cortadas ou bordas das folhas onduladas ou retesadas), pirulito (papel mal colado ou folhas refiladas com faca cega) e outros. |
| Problema superficial <surface problem> - Defeito da superfície de um papel, tal como ciscos, pintas, furos, manchas e outros, que reduz a qualidade do produto impresso. |
| Processo de branqueamento <bleachout process> - Método de obtenção de desenhos a traço em fotografias e impressos prata, com tintas à prova de água, cujos traços servem de guia para o artista, sendo posteriormente removidos por branqueamento, deixando apenas o desenho na superfície do papel. |
| Processo sulfato <sulfate process> - Método de obtenção de polpa de celulose por digestão de cavacos de madeira num licor alcalino composto de soda cáustica e sulfato de sódio. Termo alternativo: processo kraft <kraft process>. |
| Processo sulfito <sulfite process> - Método de obtenção de polpa de celulose por digestão de cavacos de madeira num licor ácido composto de ácido sulfuroso e um sal, geralmente bissulfito de cálcio. |
| Prova - [1] <audit trail> - Método estabelecido para acompanhar as alterações feitas em textos ou em dados pictóricos durante cada fase do processamento. [2] <beaten proof> - Impressão tirada da composição tipográfica, ainda sobre o mármore, colocando-se um aplanador sobre o papel e martelando-o com um malho. [3] <printmaking> - Impressão feita com chapa gravada, para mostrar a qualidade ou a condição do trabalho durante a execução do processo. [4] <proof> - Protótipo de um trabalho a ser impresso, obtido por processo fotomecânico, a partir de chapas (prova de prelo); fotoquimicamente, a partir de filmes e corantes; ou eletronicamente, a partir de dados digitais (prova de pré-impressão). A prova serve de amostra para o cliente e de guia para o impressor. [5] <proofing> - {a} Impressão realizada para fins de revisão e de correção de erros. {b} Primeira revelação de um negativo fotográfico. {c} Impressão preliminar para correção de erros de composição. Ver também: Prova de cores <color proof>; Prova de pré-impressão <prepress proofing>; Prova de prelo <press proof>. [6] <proof-sheet> - Folha de prova tipográfica. [7] <proof sheet> - O mesmo que prova de impressor. [8] <readers> - Impressão feita na pré-impressão, com baixa resolução, tirada apenas para verificação de erros tipográficos. [9] <repro proof> - Impressão tirada geralmente em papel brilhante, com fidelidade adequada para reprodução fotográfica. Termos alternativos: <repro>; <reproduction proof>. [10] <slip> - Impressão tipográfica. [11] <stone proof> - Impressão tipográfica tirada enquanto os tipos ainda estão no mármore. v [5a] Em geral, utilizam-se provas a laser ou jato de tinta, para revisão de texto, diagramação, enquadramento de imagens e composição de páginas; provas fotomecânicas, tais como Cromalin, Matchprint, Pressmatch, prelo etc., para avaliação de cor e acerto da máquina impressora; provas heliográficas, para revisão de montagem, de paginação, de dobra, de corte etc. |
| Prova de máquina - [1] <ink preproofing> - Prova impressa em rotogravura, a partir de um conjunto de cilindros de teste, para fins de aprovação do cliente antes de começar a produção. [2] <press proof> - {a} Folha impressa na própria máquina impressora, utilizando o mesmo suporte e a mesma tinta do trabalho final, para ser submetida à aprovação antes do início da produção. Termo alternativo: <wet proof>. Ver também: Prova de prelo <press proof>. {b} Última prova de uma página de jornal tirada antes da clichagem das fôrmas, para fins de revisão geral. {c} Folha impressa na própria máquina impressora, encaminhada à revisão para conferência das emendas assinaladas na prova anterior e para verificação da paginação. |
| Prüfbau - Aparelho de laboratório muito versátil, usado para testar propriedades do papel, da tinta e do seu inter-relacionamento. Ver também: IGT. |
| Pulverulência <crocking> - Condição na qual o filme de tinta impresso risca ou borra facilmente quando atritado. Ver também: Podragem <chalking>. |